domingo, 15 de setembro de 2013

Cuba: Day 12

Com o cansaço acumulado e pouca disposição, foi dia de acordar tarde. Quase perco o café da manhã do hotel.
Cheio de preguiça, volto para o quarto e me aboleto na frente da TV, com as portas das extremidades do quarto abertas para máxima circulação. Lá embaixo a piscina começava a ficar movimentada com os locais que chegavam para um domingo de descanso.
Fiquei nessa até umas duas da tarde quando resolvi pegar a poderosa e dar uma volta pelo bairro de Miramar, onde concentram-se hoteis e embaixadas.
Achei melhor descer a Quinta Avenida até um certo ponto e depois voltar, pois estava muito quente e o sol ainda alto no céu.
Esta via é muito bonita, pois conserva boa parte das antigas construções, muitas delas ainda em ótimo estado de conservação, boa parte tendo sido transformada em sedes de embaixadas ou residências oficiais de embaixadores estrangeiros.
O canteiro central é bem cuidado e possui uma calçada larga de de boa qualidade. Apenas em alguns cruzamentos os carros podem cruzar esta avenida, assim que o passeio pelo canteiro central pode seguir sem interrupção por vários quarteirões. Só que o sol estava a pino e eu logo passei para o lado de lá da rua, para caminhar sob as árvores. Não há muito o que dizer sobre este passeio e este dia, então fiquem com as fotos.
Iglesia de Jesús de Miramar
Também há espaço para edifícios de apartamentos como este


Correm boatos de que a embaixada brasileira será construída neste
terreno, entre a 3ª e a 5ª avenidas, com projeto de Niemeyer (ai)

Como saber em que rua se está? Bem...não adianta procurar por placas aéreas. Os números das ruas são indicados nesses bloquinhos que ficam no nível da rua. É.
Esse elefante branco é a Embaixada Russa. Absolutamente assustador passar em frente do compound deles. Parece feito para intimidar, assustar. Sei lá, eu já teria demolido essa aberração.
O dia terminou com pizza, cerveja e Anthony Bourdain na TV.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Canon EOS 400D e Sigma 18-250: duplinha difícil

Comprei essa lente em 2009, numa viagem a Taipé. À época achei uma boa ideia e já utilizei essa lente em várias viagens. Mas, desde o começo, percebi que ela apresentava problemas. Num passeio a Anápolis, GO, tentei tirar fotos debaixo de um avião que fica suspenso na praça da cidade. Ao apontar a câmera para cima algo aconteceu. Foi como se um dos conjuntos de lentes tivesse saído do lugar. Por um momento ficou tudo escuro. Problemas como esse aconteceram em várias ocasiões.
Ao chegar em Cuba, tentei usar a câmera e descobri que a lente fazia um ruído horroroso quando utilizada em auto-foco. Este, por sua vez, era difícil de se conseguir, como se o motor estivesse tendo dificuldades em girar o anel de foco. Não dei maior importância afinal uso sempre mais o foco manual. No domingo, enquanto estava no ônibus turístico, decidi que o melhor a fazer seria ajustar a lente na grande angular, com o foco em infinito, assim bastaria apontar e disparar. Point and shoot, he he.
Para evitar que a lente deslizasse e tirasse o foco, mantive-a travada e em auto-foco. Tudo corria bem até que a câmera começou a travar após os disparos. O disparo, melhor dizendo, pois a cada vez que isso acontecia ela só voltava a operar tirando-se as baterias. Não demorou muito nessa lenga-lenga e a bateria ficou definitivamente sem carga. Não sei dizer se o culpado na história é o motor do foco ou a própria bateria com pouca carga. Ou os dois juntos. Farei alguns testes neste fim de semana.

Lumix DMC-TS25: teste

Feitos os primeiros testes, vejamos: saída da caixa a TS25 segue a cartilha atual. Tudo muito fácil de usar e instalar. Não posso dizer se o software funciona bem, pois só o instalarei em casa.
A câmera é sólida, dá para sentir a diferença das câmeras mais simples. Sugere uma construção mais esmerada, com bons materiais e pouco plástico. A "pega" ou "grip" sofre do mesmo problema da maioria das câmeras compactas, assunto que já abordei aqui no blog. Sendo muito estreitas e finas, fica difícil de usá-las com uma mão só. Ao segurá-la com ambas as mãos há que se ter cuidado adicional pois a lente está posicionada no canto superior e é fácil deixar os dedos na frente.
A interface é bem acessível e descomplicada. Os gráficos não são lá essas coisas - estou acostumado com os da Canon - mas não comprometem. Os botões no painel traseiro carecem de um toque e de acabamento melhores. Ou diferentes, ao menos. POde ser que ainda não tenha me acostumado com eles, mas a impressão é de equipamento de qualidade mais baixa. Com relação às funções, o tamanho de fotos pode ser 16MP, em seguida 10MP, e depois 5, etc., em formato 4:3, há ainda a possibilidade de se usar formato 3:2, 1:1 e o widescreen 16:9.
Externamente, a lente não é do tipo telescópica, já que a câmera tem capacidade de submergir a, no máximo, 7 metros. Sua resistência a queda é de 1,5m de altura. A lente é protegida por um vidro plano, mais fácil de limpar. O compartimento de bateria/cartão de memória é protegido por uma peça de borracha que tem a função de evitar a entrada de água ou outros detritos.
O start-up é rapidíssimo, outra vantagem de quando não se tem lente telescópica. O zoom é apenas razoável, de 4X, podendo ser ampliado em 5X digitalmente - nada recomendável. Zoom digital tem a seguinte peculiaridade: ele "estica" os pixels, causando perda de qualidade. 
A câmera dispõe de um manual de uso subaquático embutido, com pequenas recomendações tais como manter a tampa lateral livre de sujeira, etc.
Há botões para acesso direto a modo de gravação, que vai do "intelligent auto" para gente preguiçosa ou pouco inteligente ao modo "scene" que tem 13 submodos. Há dois modos subaquáticos, sendo um chamado "beach and surf" e outro "advanced underwater", este para profundidades entre 3 e 7 metros. A função de vídeo grava em VGA e HD 720p.
No menu "setup" pode-se, além dos ajustes normais de data e hora, ajustar a hora mundial, o que permite gravar data e hora da hora da foto, sem ter que reajustar o relógio para o fuso correto. É ainda possível ajustar data de início e término de uma viagem.
Opcionalmente pode-se utilizar linhas de grade no monitor, para melhor visualização da regra dos terços e alinhamento correto do horizonte, além de histograma para os usuários mais avançados. A belezura ainda dispõe de estabilizador de imagem.
Tenho utilizado apenas o modo normal, fazendo ajustes de abertura (compensação) para o qual existe acesso direto por um botão.
As fotos que tirei em ambiente escuro nesse modo e com o ajuste de ISO entre 400 e 800 deixaram um pouco a desejar, mas preciso fazer mais testes para poder dar uma opinião mais apurada.
No geral é uma câmera de grande capacidade, que tira ótimas fotos graças a bons software e hardware, além é claro de contar com lentes DC Vario da Leica.


































































segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Troquei de câmera

Não, não vendi a DSLR. Aliás, decidi-me por trazê-la nesta viagem. No caminho, adquiri uma nova. Apesar de ter adorado a Canon Powershot D20, seu preço me fez desistir. Minha opção recaiu sobre a Panasonic Lumix DMC TS25:
Compacta a não poder mais, bem estreitinha, vem substituir a Canon Powershot A3100IS,
que compramos de uma amiga. Esta, apesar de ser uma ótima câmera, estava deixando a desejar em uso mais intenso. E como perdi a 590 para um banho de mar, achei que desta vez seria bom investir em câmera à prova d'água.
Vamos lá: são 16 megapixels, lentes Leica, estabilização de imagem ótica, alcance equivalente a 25-100mm, zoom ótico de 4X e digital também.  Pesando pouco mais de 125g, é bem leve e compacta. Pode ser levada a até 7m de profundidade e levar choques de até 1,5m de altura. E filma em HD 720p, com o Mega Optical Stabilisation disponível para a gravação em vídeo também.
A ação do zoom é rápida e silenciosa por não ter a lente telescópica como a 3100, acima. Enfim, parece ser uma boa câmera. Os testes que farei ao longo deste mês dirão. Quanto à brava 3100, enjoei nela.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Trocando de Câmera

O que fazer quando aquele tão sonhado equipamento, adquirido a duras penas, não corresponde às suas expectativas? Amargar o prejuízo e aprender a conviver com os contras ou assumir a má decisão e esforçar-se em desfazê-la?
Eu fico com a segunda opção. Nós, consumidores, somos movidos em grande proporção pela emoção. O que mais justificaria a aquisição de um veículo 4x4 que jamais verá sequer uma estrada de terra batida? Pois é, a escolha de um equipamento fotográfico é bem mais racional, não resta dúvida. Mesmo assim, não é difícil ser perder no emaranhado de especificações técnicas, cada vez mais variadas e complexas. E aí, Jair? Faça o que já fiz e que pretendo fazer de novo, em breve: passe o dito equipamento nos cobres e vá à luta para comprar outro.
Em nossa última viagem à praia minha adorada A590IS subiu no telhado depois de um banho de mar. Pena, pois é uma ótima câmera. Para substituí-la, às vésperas de outra viagem, compramos uma Powershot A3100IS, de uma amiga. Boa câmera, mas deixa a desejar em alguns aspectos, o que já me faz considerar sua substituição. Nessas horas, vale a pena tirar proveito de viagens ao exterior (a trabalho, no meu caso) e atacar os duty frees da vida. Assim que me ocorreu a ideia - há uns cinco minutos - "garrei" a pensar em que tipo de câmera seria a melhor opção. Imediatamente a emoção me levou à recém-lançada Canon G15. A linha G é o modelo top das compactas da Canon, situando-se na faixa de preço em torno de USD 400-600. Não são baratas, portanto, e substituem câmeras reflex com galhardia.
Aí, D. Razão entra em cena e me manda baixar a bola. Decide que a faixa a se considerar é mais abaixo, entre USD 200 e 300. Há muitas e boas opções nessa faixa. Ótimo. D. Razão, entretanto, não se contenta com pouco. Vamos dar uma olhada nas especificações e em avaliações de usuários (muito importante este ponto, aliás). Nas duas últimas aquisições que fiz, pensei - e acabei desistindo - em comprar uma câmera à prova d´água, sumergível ou não. Nas vezes anteriores eu queria algo numa faixa de preço bem abaixo das câmeras subaquáticas, o que me fez desistir delas. Esse modelo de câmera é de construção mais resistente, sendo normalmente à prova de choque (alguns modelos aguentam quedas de até 15m), resistentes à água, podendo submergir a até 10 metros) e alguns ainda são à prova de congelamento. Suas caixas são de aparência quase industrial e não raro são revestidas de boas camadas de borracha. Algumas chegam a parecer armas alienígenas.
Dona Razão deu um tempo e a emoção me faz olhar com mais carinho as opções da Canon. Uma muito interessante é a PowerShot D20, de 12.1MP.
Mito: quanto mais pixels, melhor a imagem. Não. O sensor, juntamente com a lente, é que é o grande responsável pela qualidade de imagem. Quem precisa de 18MP numa compacta? Well, not me. Sensores e lentes são componentes nos quais a Canon costuma não economizar. A D20 vem com o DIGIC-4, que é um dos melhores disponíveis, sem falar nas lentes, de qualidade comprovada. Isso significa, d. Razão, que eu acredito já ter uma escolha definida, só faltando saber se vou encontrá-la pelo preço justo.
A alternativa é a Panasonic Lumix, disponível em várias configurações, ou ainda as Fuji FinePix.
Antes disso, entretanto, tenho que passar a 3100 nos cobres.

  

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Frankenstein

Tenho um amigo, o Mark Langendoen, que é um excelente fotógrafo. Tem olho, talento, jeito, aprende fácil, não tem medo de tentar nada. Além de todas essas qualidades, essenciais para um grande fotógrafo, o Mark é meio professor Pardal. Compra pela internet as câmeras mais estranhas, lentes de tudo quanto é tipo e mistura tudo, como se não bastasse. Já vi o Mark usar lente invertida, só para "criar um efeito". Para atingir esse objetivo ele fuça até achar um adaptador que se preste ao que ele quer fazer.
Pois bem, há não muito tempo fuçava na minha Pentax P30t quando bateu aquela ideia: será que fica legal eu misturar esta lente sem autofoco, com anel de abertura, 50mm f/2.0 com minha EOS 400D? Consultei o Mark, assessor para assuntos fotográficos pouco ortodoxos, que rapidinho me mandou alguns links. Fucei mais um pouco e achei vários na Amazon, que serviriam ao meu propósito. Alguns permitem confirmação de foco e outros não. Achei que tivesse comprado o certo...Mas vamos lá. Comecemos com o anel em si:
O conceito é muito simples. De um lado ele acopla a lente e de outro se acopla à câmera.
Montado fica assim:
Na câmera, fica assim:
Usar a bagaça já é outra história. De cara, tem que escolher o ajuste certo, pois a maior parte deles fica nulo com a belezura manual. Sou meio míope e não consigo acertar o ajuste dióptrico da câmera adequadamente. Com a lente sem aviso de foco a coisa ficou punk. Veja o primeiro resultado:

Sem falar que é preciso ajustar ISO, compensação e o diabo. Ficou mais complicado. Pus a câmera em prioridade de abertura e faço esse ajuste no anel de abertura da lente. E daí vamos.




Acima dois bons exemplos de erro e acerto (mais ou menos). Com o passar dos cliques a coisa foi meio que se ajustando.


Resultado que me agradou, entretanto, foi com a câmera em modo preto e branco, veja:


Finalmente puxei do baú a lente original da P30, uma 35-80mm f/4.0 ruim de doer. Saiu isto:

Em cima em 35mm, embaixo a 80mm. Ruinzinha, não?
Faltou mencionar que, devido ao fator de corte da 400D, de 1,6X, a 50mm virou uma 80mm. A 35-80, portanto, virou 56-128mm.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

WTFocus de novo

Meu último post tratou do uso do autofoco. Na verdade, traduzi um artigo que mostrava dez situações nas quais o autofoco é uma má ideia.
Em seguida minha co-escriba escreveu em defesa do autofoco, que ela usa com frequência. Em conversas pelo FB discutimos longamente essa e outras técnicas fotográficas.
Sou a favor do uso parcial do autofoco, prefiro quase sempre o foco manual. Na recente viagem a Buenos Aires levei minha Canon EOS 400D. Por receios em relação à segurança, na maior parte devidos a relatos postados por estrangeiros que moram na capital argentina, optei por "simplificar" o equipamento. Montei a lente Sigma 18-220mm (que descobri tem sérios problemas no motor do autofoco) e retirei o vertical grip, decisão da qual me arrependi amargamente depois. Explico: estou acostumado à facilidade de utilização que o VG permite, evitando que se mexa acidentalmente no botão de modo quando utilizando a câmera na vertical. Com o VG, ademais, posiciono a câmera na vertical sempre na mesma orientação, com os comandos para baixo, o que facilita na hora de girar os arquivos no computador, bastando apenas selecioná-los todos e escolhendo a opção "girar em sentido horário". Divago.
Levei minha Lowepro Slingshot 200, que serve como uma boa mochila auxiliar, com lugar para celular, iPod  e outras coisinhas mais, além de ser muito confortável de carregar no dia-a-dia. Ela conta ainda com um porta-garrafas, que pode ser posicionado lateral ou frontalmente.
De equipamentos, apenas o filtro polarizador. Procurei fazer o rodízio dos cartões de memória ao longo dos quatro dias, como sempre faço. Sempre uma boa ideia.
Mas, voltemos ao autofoco. Eu quis, com as escolhas acima, simplificar o ato de registrar nossa passagem pela cidade. Fui de autofoco na maior parte do tempo, exceto em algumas condições nas quais o autofoco teve dificuldade de acionamento - muito em virtude do problema que afeta o motor.
Acabei, então, relaxando e me concentrando apenas em enquadramento, abertura, etc., e só dei atenção ao foco quando notei que a câmera não dava conta. Como podem ver, não sou contra o uso do autofoco, mas prefiro o manual sempre que possível.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

WTFocus?

Okay, este último post do Wells conseguiu me tirar da inércia.
Principalmente porque eu gosto do autofoco. Sinceramente.Desde que comecei esta aventura nos meandros das técnicas fotográficas, creio que já consegui me livrar de quase todas as muletas automatizadas. Mesmo penando, levando vários minutos para conseguir ajustar o equipamento às condições ambientes, desde minha expedição à Escócia, não mais utilizei os modos automáticos da câmera. Ajusto a velocidade e o diafragma de acordo com as necessidades de luz e distância, além de tentar, vez ou outra, ser inventiva nessas áreas, para saber quais os efeitos que consigo.
Sempre que saio com a câmera, saio aberta ao desconhecido. Não sei o que vou encontrar e procuro reagir aos estímulos com a maior presença de espírito que as situações me permitam.
Porém, se há um mecanismo que não consigo largar é justamente o autofoco. Ele é como que a máquina de lavar roupa, na vida de uma dona de casa. Abençoado o ser que o inventou.
Com tantas coisas para serem pensadas e improvisadas, me parece um alívio imenso poder contar que ao menos focada a foto estará.
Claro, quando desejo dar um efeito desfocado a uma parte ou toda a imagem, mudo para o foco manual. Ou quando a própria câmera se rebela e tem dificuldade de fazer o foco sozinha, mudo para o manual sem o menor problema.
Em todas as demais situações, continuo apegada a este conforto da tecnologia. Em um momento em que necessito de rapidez e espontaneidade; ou em que são muitos os planos a serem focados; ou em que o único plano deve estar perfeitamente nítido; ou seja, quase sempre, a câmera consegue fazer a análise melhor do que eu.
Uma das razões para isso é uma certa dificuldade, que confesso, em determinar se a foto está realmente focada, enquanto estou olhando pelo visor. Às vezes não consigo perceber com tanta clareza e, quando chego em casa, vejo que a foto não estava tão nítida quanto eu pensava.
Creio que o post do Wells pode ser de grande ajuda, para acomodados como eu, pois apresenta situações específicas em que usar o foco manual pode realmente trazer resultados melhores.  Às vezes precisamos de um empurrãozinho de alguém mais experiente, para conseguirmos nos livrar de hábitos arraigados.
Sei que meus professores de fotografia estariam surtando com este texto, se eles conseguissem entender português. E creio que eles teriam razão no sentido de que, antes de nos acomodarmos nos automatismos, devemos primeiro aprender a usar o equipamento em sua integridade, treinar, ver as alternativas, compreender o que de novo conseguimos obter quando estamos no comando de absolutamente todos os aspectos do processo fotográfico. Apenas depois de ter essa experiência é que podemos nos sentar confortavelmente em nossa preguiça e optar, porque ai sim é uma opção e não uma falta de alternativa, a usarmos o autofoco.
Pois muito bem, vou tentar o foco manual por algum tempo.
Depois eu conto!



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

WTFocus ou 10 razões para desligar o autofoco

O autofoco nem sempre é o aliado confiável que você espera. Conheça 10 situações nas quais ele é um estorvo.
1. Quando não há contraste suficiente
Você deve ter notado que quando tentar focar em texturas mais delicadas e/ou superfícies planas, o autofoco de sua câmera tem muita dificuldade em focar. Câmeras digitais tem dois tipos de sistemas de autofoco: ativo (que usa um emissor de luz infravermelha) e passivo ( que busca por áreas de luz/contraste). O autofoco ativo vai funcionar melhor neste tipo de superfície de baixo contraste, mas o sucesso não é garantido.
2. Quando você vai assustar os pássaros
No campo lentes telefoto são essenciais para chegar mais perto de animais tímidos. O problema principal com o uso de autofoco quando se fotografa animais e pássaros é que a maioria dessas criaturas tem excelente audição. Mesmo o mais suave dos zumbidos da sua lente vai fazer com que eles busquem proteção. O uso de foco manual dificilmente vai criar qualquer ruído que venha a perturbar os animais que você está fotografando.
3. Quando não há luz suficiente
Quando você trabalha com pouca luz, se sua lente usa o autofoco passivo, ela vai ter muita dificuldade em encontrar o foco. Isto se dá porque este sistema depende de luz e contraste. Nesta situação a lâmpada de assistência AF pode resolver o problema. Se isso falhar, sua melhor opção é o foco manual. Câmeras com autofoco ativo vão apresentar menos problemas nesta situação.
4. Quando você quer distância hiperfocal
Na fotografia de paisagem você quer grande profundidade-de-campo, e geralmente você necessita focar um terço dentro da foto para atingir distância hiperfocal (foco máximo do primeiro plano ao infinito). Uma vez que a câmera está focada no ponto correto é imoprtante desligar o autofoco. Se você não o fizer, você verá que a câmera vai re-focar a cada vez que o disparador for acionado.
5. Quando você quer imagens idênticas para HDR
A fotografia HDR (Alto Alcance Dinâmico) envolve três fotos da mesma cena. Uma com exposição normal, uma subexposta em 2 pontos e uma sobrexposta em 2 pontos. Estas três imagens serão, então, fundidas baseadas na exposição para mostrar detalhes nas sombras, meios tons e áreas claras. É importante que o foco em cada foto seja idêntico para assegurar uma mescla bem sucedida. Assim como na fotografia de paisagem, encontrar o foco antes de mudar para foco manual é a melhor maneira de evitar que a câmera refaça o foco a cada foto.
 
6. Quando fotografar através de vidro
Ao fotografar através de uma substância como o vidro, galhos, uma multidão ou grama, o autofoco focará no objeto errado, preferindo fazê-lo no que estiver mais próximo dos pontos de foco selecionados. Fazer o foco manualmente assegura que seu objeto estará em foco e não o que está na frente dele.

7. Quando utilizar a regra dos terços
DSLRs mais baratas, de entrada, frequentemente oferecem menos pontos de foco e os concentram na área central do quadro do visor. Quando um tripé estiver sendo usado, um objeto que fica fora desta área será mais fácil de focar manualmente.
8. Quando estiver fazendo panning
Quando você estiver fazendo o panning para acompanhar um objeto que se move em velocidade, manter o foco pode ser difícil com qualquer das opções de zona de autofoco da sua câmera. Focando manualmente num ponto pelo qual você sabe que seu objeto irá passar você pode fazer um pré-foco e mudar para manual para garantir uma foto nítida.
9. Quando você estiver usando foco diferencial
Retratos na maioria das vezes tendem a ter o ponto focal nos olhos do sujeito da foto, assim certificar-se de que os olhos estão nítidos é extremamente importante. Fotografar com uma grande abertura, como f/2.8 cria uma profundidade-de-campo muito rasa. Se seu autofoco acidentalmente focar numa sobrancelha ou na ponta de um cílio, você pode perder seu foco crítico. O foco manual evita esse problema.
10. Quando fotografar insetos
Ao fotografar insetos que se movem rapidamente de uma curta distância usando uma lente macro, o foco automático é praticamente impossível. Desligue-o e, em vez disso, ajuste a lente em sua distância mínima de foco e mova-se ligeiramente para frente e para trás para encontrar o ponto focal. Uma vez encontrado, tudo o que você tem a fazer é esperar que um inseto pouse.
 
Fonte: www.photoanswers.co.uk

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Organize-se

Um bom profissional, seja de que ocupação for, tem que ser organizado. Aliás, é muito difícil alguém ser realmente bom em alguma coisa se não tiver algum método e alguma organização naquilo que faz.
Quem já usou filme em fotografia sabe o inferno que é manter fotos e negativos organizados. Sim, é um inferno. Eu sei porque tenho caixas e mais caixas cheias de álbuns de fotos (daqueles que as lojas davam de brinde quando um filme era processado) e fotos soltas. esse foi o máximo de organização que consegui. Meus negativos, e já perdi muitos, também estão amontoados numa caixa, aguardando organização. Quem sabe um dia...
Com o advento da fotografia digital a coisa ficou pior. Na era do filme costumávamos restringir o uso do disparador. Não dava para desperdiçar. Agora não, qualquer passeiozinho é motivo para voltar para casa com dezenas (senão centenas) de fotos.
O que a maioria faz é simplesmente salvar todas no computador. Sem back-up, sem qualquer critério, deixado para o software resolver onde e como fazer o arquivamento.
Fui obrigado, quando passei para digital, a criar métodos de arquivamento. Atualmente, tenho pastas separadas para cada câmera. Anualmente faço back-up dessas pastas. As fotos são arquivadas por data. No caso de uma viagem ou eventos especiais, como aniversários, etc., abro uma pasta específica para aquela viagem, e subpastas por data. Mas é muito pessoal, cada um tem suas preferências. Mas é bom que esse arquivamento seja precedido de um filtro nas fotos. Não há razão para se guardar todas elas. Faça um exame crítico e descarte aquelas fotos que não acrescentam nada ou que estão tecnicamente imperfeitas.
Ontem, especificamente, dei um passo na direção da organização física de fotos. Tenho tirado fotos para um projeto pessoal, o Instax Mini Photo Project. Nesse pequeno projeto, que não tem deadline nem objetivo específico, estou fotografando a cidade de Brasília, seus prédios, monumentos, curiosidades. No decorrer de cada "sessão"  acabo tirando outros tipos de foto. Como as fotos nesse formato tem o tamanho de um cartão de crédito, bastou que eu comprasse um pequeno arquivo em metal para cartões de visita. Nele vou criar subdivisões como "monumentos e edifícios", "locais", "pessoas", etc. E assim, cada foto vai ter seu lugarzinho. E além do mais, criar subdivisões vai ser muito fácil.
Falta coragem para fazer isso com os quase dez anos de fotografia de filme.