sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma coisa puxa outra

A lente 18-55mm chegou. Fiz uns poucos testes, alguns dos quais me desapontaram, mas acho que tem a ver com a situação. O vendedor foi legal o bastante e mandou a lente com um filtro transparente de proteção. Está realmente em excelente estado e seu baixo preço pode ser explicado pelos componentes de plástico que, em outras lentes, são de aço inox. O estabilizador de imagem é de uma geração recente, bem mais eficiente que o encontrado em minha 75-300mm que foi a primeira lente da Canon com esse dispositivo, lá no começo dos anos 2000.
Comecei a considerar a aquisição de um filtro polarizador quando tive um estalo e fui fuçar numa bolsa que uso para guardar um monte de coisas que não utilizo mais. Surprise, surprise: eu tinha um filtro polarizador do mesmo diâmetro da lente. E ainda reencontrei outros que adquiri há muito tempo: um filtro sépia - de uso limitado, mas que pretendo manter; um filtro DUTO - que produz um efeito parecido com o soft focus; e um star six - que produz aquelas estrelas onde pontos de luz incidem sobre os traços no filtro. São filtros do tipo criativo, dos quais não pretendo me desfazer. Em compensação, uma carrada de outros filtros, de diferentes diâmetros e características - frutos de compras por impulso - serão convertidos em reais, em breve. Há filtros 55mm que utilizava com uma Tamron 100-300mm, que não possuo mais e 72mm, que eram para uma lente Tamron 24-135mm, quebrada numa viagem a Lisboa. Há filtro de todos os tipos, polarizadores, de proteção, duas cores, de aquecimento, frios, densidade neutra, fog, entre vários outros. A bolsa, uma Solidez mais adequada para câmeras de vídeo, também vai ser passada nos cobres.  Voltarei a escrever quando tiver testado melhor a nova aquisição.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Equipamento x Viagem III

Vejam como as coisas são. No post anterior argumentei que levar a SLR à viagem ao sul seria um problema devido ao espaço, à dificuldade de manuseio e outras razões.
Tendo dito isso, e depois de assistir a um documentário na TV, no qual o guitarrista do Police, Andy Summers, aparece fotografando tudo e todos, comecei a ter de novo aquele comichão fotográfico.
O cara usa uma Nikon com o que parece ser uma lente básica e isso me inspirou a tornar minha SLR mais, digamos, básica. Retirei a base de empunhadora vertical e mantive a lente Pentax 50mm. O problema é que o fator de corte faz com que essa lente seja equivalente a 80mm. Resolvi fuçar a internet atrás de uma lente 50mm e, a princípio, fiquei animado com os preços.
O gato é que até onde apurei não há lente 50mm feita para câmeras com sensor APS-C. O que fazer? Numa dessas pesquisas dei com um anúncio de uma lente Canon 18-55mm, com estabilizador de imagem. Essa lente é vendida com as câmeras mais básicas da Canon, na forma de kit. Foi-se o tempo em que essas lentes eram de má qualidade - lembro-me muito bem de uma 38-76mm que acompanhou minha primeira SLR, a EOS 5000.
Fuçada rápida em vários sites, decidi comprar uma anunciada por R$ 200,00. Ofereci R$ 180,00 - uma nova, apurei, custa cerca de R$ 450,00 no Brasil - oferta que foi aceita pelo vendedor e a lente está a caminho.
Detalhe: na semana passada eu havia vendido um tripé e um monopé por R$ 200,00 para um amigo. O frete custou-me R$ 20,00. Empatei e adquiri algo que vai ter bastante uso, desfazendo-me de dois itens que já tinham sido substituídos há tempos e já não mais eram utilizados.
Essa lente é razoavelmente compacta e sua aquisição me fez reconsiderar a decisão de não levar a SLR na viagem. Levarei a Lumix de qualquer jeito, pois sua facilidade de uso será instrumental para aquelas fotos em paradas rápidas na estrada, enquanto a SLR dará conta das fotos em locais especiais e passeios mais elaborados. Não bati o martelo ainda, mas a coisa encaminha-se para esse lado.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Equipamento x viagem II

Em um post já meio antigo tratei do assunto equipamento x viagem. Muitos de nós, ao ingressar no mundo da fotografia, nos empolgamos e desandamos a comprar equipamentos, acessórios e quetais. Não foi diferente comigo e já desenvolvi minhas próprias estratégias para a fotografia em viagens.
Calhou que este ano surgiu uma chance de viajar de moto com um grupo de amigos para o Sul do país, mais especificamente às Serras Catarinenses e Gaúchas. Tudo muito legal, planejamento bem encaminhado, reservas feitas. Num determinado momento, lá no começo, lembrei-me da minha primeira viagem de moto, a Rio das Ostras, em 2012. Por várias razões, acabei registrando muito pouco do trajeto em si. Parei pouco para fotografar. Não vou entrar em detalhes, mas o fato é que aquela experiência me fez tomar uma decisão: vou fotografar o máximo que puder durante esta viagem. Para isso, levarei apenas a Panasonic Lumix. Na semana passada, ao conversar sobre isso com um amigo, saiu a discussão. Ele não entendia por que eu não levaria a Canon EOS 400D nessa viagem, afinal, as paisagens merecem fotos tiradas com uma câmera de boa qualidade - não que a Lumix não o seja - com boas lentes, etc.
Pois bem, por que levar a compacta e não a reflex? Ora, vou viajar de moto, veículo no qual o espaço/capacidade de carga são limitados e no qual a praticidade conta muito. Veja: imagine você chegando numa curva, no alto de uma serra. A paisagem que se descortina é indescritível. O que você faz? Para e tira uma foto. Se de carro estivesse, bastaria pegar a câmera, sair do carro e bater a foto. Estando de moto, você vai ter que parar, sair da moto, tirar o capacete, as luvas, abrir bolsas, pegar a câmera e bater a foto. Depois, refazer tudo e retomar a viagem. Com uma câmera compacta, que pode ir num bolso da jaqueta ou, no meu caso, numa bolsa de tanque bem à frente do piloto, bastará que eu tire apenas uma das luvas, pegue a câmera e, de capacete mesmo, tire a foto. A reflex não me permitiria isso - a 400D não tem a função de visualização pelo monitor. Isso sem falar no espaço necessário para carregá-la. Ainda que eu diminua o tamanho dela, o que foi sugerido pelo meu amigo, tirando a base vertical e escolhendo uma única lente para a viagem toda, a câmera ainda é volumosa. E os filtros? E acessórios de limpeza? E minha lente preferida para essa viagem seria a 24-70 f/2.8, que tem 82mm de diâmetro na lente. Um monstro. Para que ela viaje em segurança, eu teria que levá-la em sua própria bolsa. Como o espaço nas malas é muito restrito, essa bolsa teria que ser amarrada à moto, deixando-a mais exposta e criando uma preocupação a mais em paradas. Uffa!! Meu amigo foi ainda mais longe: leve as duas?? What??? Duas câmeras significa dois carregadores para levar.
Então temos aqui que a escolha da câmera para este tipo de viagem tem que ser racional. Se pudesse, levaria a reflex, com certeza, mas não vai ser o caso. Numa outra oportunidade, farei essa viagem de carro, e aí sim, equipamento completo a bordo.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O amor pela fotografia


Eu estava aqui, lendo o último post do Wells e pensando: eu adoro fotografar! De verdade! Tudo começou quando fui ao Vietnã pela primeira vez e tirar um monte de fotografias foi a maneira que encontrei para contar à família e aos amigos todas aquelas histórias fantásticas que estava vivendo. De lá para cá, muita coisa se passou. Já escrevi um tanto sobre minha trajetória e, ultimamente, muita coisa tem mudado. Parece que a fotografia está se consolidando mais em minha vida. Sou uma fotógrafa, já não tenho medo de assim me denominar.
Ainda assim, devo confessar que raramente saio com minha câmera para fotografar. Já faz quase 9 meses que estou viajando pela Ásia e minha viagem não tem propósitos turísticos, muito pelo contrário, de modo que não são muitas as ocasiões em que estou com disposição para perambular com equipamentos que, muitas vezes, acabam limitando minha mobilidade e minhas opções.
Mas sempre há aqueles dias em que olho pela janela e penso: "hoje é dia". O clima está bom, a luz está bonita, tenho tempo e tenho energia. Nesses dias, aciono a visão de fotógrafa, que vê tudo e todos como potenciais imagens a serem registradas, e saio tentando encontrar os melhores ângulos, o melhor contraste, um reflexo, um sorriso, ou o que quer que chame a minha atenção.
Essa é uma característica minha; não é sempre que tenho vontade de fotografar. Mas quando tenho, me entrego completamente. Outras pessoas gostam de carregar a câmera por onde quer que vão. Alguns necessitam de um monte de equipamentos, outros conseguem resultados incríveis com uma simples câmera compacta.
Seja lá qual for a característica de cada um, o primeiro passo é saber qual ela é para, assim, poder respeitá-la. Não adianta formar na cabeça uma ideia de como deve agir um grande fotógrafo e tentar seguir, passo a passo. Não há receita de bolo. Cada pessoa é diferente e a criatividade é exatamente a expressão dessas diferenças, dessas nuances, dessas sutilezas. Relaxar, em relação a si mesmo e às expectativas que temos, é o primeiro passo. Aceitar quem somos, nossas limitações e nossas características. Sair com a câmera apenas se comprometendo a fazer o melhor possível com o que aparecer; com o imprevisto; não se fixando a resultados. A autenticidade é o que faz um bom fotógrafo. Saber as técnicas e ter os equipamentos apenas viabiliza a expressão daquela imagem que temos em nossa cabeça, quando tiramos uma foto. 
Foi justamente a realização dessas diferenças e de como elas muitas vezes se complementam, que nos levou a criar este blog. O Wells sabe tudo sobre as técnicas e sobre os equipamentos; eu gosto de contar histórias, seja por meio de palavras ou de imagens. Ele tem uma mente que analisa mais o que será fotografado; eu tenho um componente mais espontâneo na minha forma de tirar fotos. Mas ambos amamos a fotografia e ambos conseguimos resultados muito bacanas ao longo do tempo.
Eu estava lhe recordando da primeira vez em que vi uma foto sua. Era uma foto da Ponte JK, em Brasília, em preto e branco, que ele havia imprimido para dar de presente a um amigo. Era linda! Me lembro de pensar: "esse cara sabe o que está fazendo".
Seja lá como foi que ele conseguiu aquela foto, aquele é o sentimento que deve servir de orientação para quando for sair com a câmera.
E agora que dei uma enxurrada de conselhos, não apenas ao Wells mas a todos que leem este blog, apenas me resta repetir: eu adoro fotografia!


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Falta inspiração ou será falta de talento?

Comentei há pouco tempo com minha amiga e co-escriba que eu comecei a considerar a hipótese de começar a vender parte do meu equipamento fotográfico, pois sentia que pouco do que vinha fazendo surtia o efeito desejado e a frustração era crescente. Pretendia ficar com um equipamento básico, uma ou duas lentes, flash, tripé e uns filtros. Todo o resto do aparato seria passado nos cobres. Quem sabe eu conseguiria trocar a câmera por uma mais nova e começar de novo com os pés mais no chão? Acho que a deixei um tanto alarmada, pois recebi uma enxurrada de conselhos - que eu mesmo costumo passar - e senti que ela não queria que eu desistisse.
Mas vamos dar uma olhadela mais cuidadosa nessa minha frustração. Sou auto-didata. Tudo o que aprendi foi lendo e experimentando. Durante meu tempo no exterior devorava literatura sobre o assunto na forma de revistas especializadas, estava sempre a par dos avanços tecnológicos, testava toda técnica nova que aprendia. Ou que tentava aprender. Só que sou um auto-didata relaxado e pouco atento. Desaprendi a maioria dessas técnicas por pura preguiça e falta de atenção a detalhes. Me deixo abater muito facilmente por fracassos e isso é o maior impedimento para se dar bem em fotografia. Sempre tive bons equipamentos, acessórios - e sei que isso não faz um bom fotógrafo - e já tentei por várias vezes voltar ao básico dos básicos. Foi por essa razão que adquiri um anel adaptador para usar uma lente Pentax na EOS 400D. Ainda não atingi bons resultados com essa combinação.
Não vou desistir, claro que não. Mas tenho notado minha paciência cada vez mais curta com minhas próprias limitações. Talvez eu deva fazer um curso em algum momento, quem sabe assim alguma coisa se fixa nesse meu cérebro. Sei de todos os elementos que fazem uma boa foto, mas às vezes me questiono se tenho "olho" para a fotografia. Tenho um amigo, já mencionei o sujeito aqui, o Mark Langendoen, que é um ás das câmeras e lentes. Não só o cara tem um olho fantástico, como domina como poucos que conheço técnicas e truques. O que ele experimenta algumas vezes, fica para sempre. Sem falar no lado professor Pardal dele, com as câmeras e lentes em combinações das mais estapafúrdias. E sempre dá certo, pois suas fotos são fantásticas.
Minha cara co-escriba é outra que tem um bom olho e bom domínio de técnicas básicas. Acho que é isso, então. Retomar com cuidado, calma, atenção e fotografar muito. Voltar a carregar a câmera para todo lado e não me preocupar com o resultado, mas clicar, clicar e clicar, é o caminho a seguir. Bem, veremos onde isso nos levará, não?

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lumix DMC-TS25

Um pouco mais sobre essa belezinha de câmera compacta. Andei fazendo experimentos com algumas funções. Chamou minha atenção a função foto panorâmica. Ao selecioná-la, deve-se indicar em que direção as fotos serão feitas: da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo ou de baixo para cima. Feito isso, basta apontar a câmera no ponto de início, pressionar o botão e movimentar-se suavemente na direção escolhida. A câmera faz vários registros sequenciais, que são em seguida colados e compactados. O arquivo final não é muito grande e por isso a qualidade também não é grande coisa. Dependendo da luz e da velocidade que se movimenta a câmera, ela produz manchas. Ainda não cheguei na equação correta para evitar isso, mas é questão de tempo e de experimentação. Vejamos alguns resultados. Clique na foto para vê-la em tamanho maior.
Essa foi a primeira. E esta a segunda:
Este foi o melhor resultado do dia.




E finalmente, este, com muitas manchas:
Dentre os diferentes formatos, alguns são um bocado úteis, porque permitem enquadrar melhor certos objetos ou paisagens, sem ter que se distanciar demais. O formato 16:9 por exemplo é um. O ponto negativo é que ele tem resolução de 12MP. Fica grande, mas quando a grande angular não resolve...Veja:
Se estivesse usando o formato 4:3, a foto teria saído cortada.
Ainda não experimentei os filtros criativos a fundo. Alguns deles não mostram lá muita diferença. Não vejo muita graça nesses filtros, confesso. Esta, por exemplo, foi tirada com um filtro chamado "Toy Effect". Imaginei foto tipo diorama. Não vi isso, talvez porque tenha escolhido mal o objeto.
De qualquer forma, o modo Creative permite uma grande variedade de efeitos, enquanto o modo SCN (Scene) permite fotos do por-do-sol, fotos de comida, fotos de céu estrelado, fotos através de vidro, retrato noturno, fotos de animais, dois modos de fotos de bebês, alta sensibilidade, paisagem e outros, cada qual com pré-ajustes específicos.


domingo, 15 de setembro de 2013

Cuba: Day 12

Com o cansaço acumulado e pouca disposição, foi dia de acordar tarde. Quase perco o café da manhã do hotel.
Cheio de preguiça, volto para o quarto e me aboleto na frente da TV, com as portas das extremidades do quarto abertas para máxima circulação. Lá embaixo a piscina começava a ficar movimentada com os locais que chegavam para um domingo de descanso.
Fiquei nessa até umas duas da tarde quando resolvi pegar a poderosa e dar uma volta pelo bairro de Miramar, onde concentram-se hoteis e embaixadas.
Achei melhor descer a Quinta Avenida até um certo ponto e depois voltar, pois estava muito quente e o sol ainda alto no céu.
Esta via é muito bonita, pois conserva boa parte das antigas construções, muitas delas ainda em ótimo estado de conservação, boa parte tendo sido transformada em sedes de embaixadas ou residências oficiais de embaixadores estrangeiros.
O canteiro central é bem cuidado e possui uma calçada larga de de boa qualidade. Apenas em alguns cruzamentos os carros podem cruzar esta avenida, assim que o passeio pelo canteiro central pode seguir sem interrupção por vários quarteirões. Só que o sol estava a pino e eu logo passei para o lado de lá da rua, para caminhar sob as árvores. Não há muito o que dizer sobre este passeio e este dia, então fiquem com as fotos.
Iglesia de Jesús de Miramar
Também há espaço para edifícios de apartamentos como este


Correm boatos de que a embaixada brasileira será construída neste
terreno, entre a 3ª e a 5ª avenidas, com projeto de Niemeyer (ai)

Como saber em que rua se está? Bem...não adianta procurar por placas aéreas. Os números das ruas são indicados nesses bloquinhos que ficam no nível da rua. É.
Esse elefante branco é a Embaixada Russa. Absolutamente assustador passar em frente do compound deles. Parece feito para intimidar, assustar. Sei lá, eu já teria demolido essa aberração.
O dia terminou com pizza, cerveja e Anthony Bourdain na TV.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Canon EOS 400D e Sigma 18-250: duplinha difícil

Comprei essa lente em 2009, numa viagem a Taipé. À época achei uma boa ideia e já utilizei essa lente em várias viagens. Mas, desde o começo, percebi que ela apresentava problemas. Num passeio a Anápolis, GO, tentei tirar fotos debaixo de um avião que fica suspenso na praça da cidade. Ao apontar a câmera para cima algo aconteceu. Foi como se um dos conjuntos de lentes tivesse saído do lugar. Por um momento ficou tudo escuro. Problemas como esse aconteceram em várias ocasiões.
Ao chegar em Cuba, tentei usar a câmera e descobri que a lente fazia um ruído horroroso quando utilizada em auto-foco. Este, por sua vez, era difícil de se conseguir, como se o motor estivesse tendo dificuldades em girar o anel de foco. Não dei maior importância afinal uso sempre mais o foco manual. No domingo, enquanto estava no ônibus turístico, decidi que o melhor a fazer seria ajustar a lente na grande angular, com o foco em infinito, assim bastaria apontar e disparar. Point and shoot, he he.
Para evitar que a lente deslizasse e tirasse o foco, mantive-a travada e em auto-foco. Tudo corria bem até que a câmera começou a travar após os disparos. O disparo, melhor dizendo, pois a cada vez que isso acontecia ela só voltava a operar tirando-se as baterias. Não demorou muito nessa lenga-lenga e a bateria ficou definitivamente sem carga. Não sei dizer se o culpado na história é o motor do foco ou a própria bateria com pouca carga. Ou os dois juntos. Farei alguns testes neste fim de semana.

Lumix DMC-TS25: teste

Feitos os primeiros testes, vejamos: saída da caixa a TS25 segue a cartilha atual. Tudo muito fácil de usar e instalar. Não posso dizer se o software funciona bem, pois só o instalarei em casa.
A câmera é sólida, dá para sentir a diferença das câmeras mais simples. Sugere uma construção mais esmerada, com bons materiais e pouco plástico. A "pega" ou "grip" sofre do mesmo problema da maioria das câmeras compactas, assunto que já abordei aqui no blog. Sendo muito estreitas e finas, fica difícil de usá-las com uma mão só. Ao segurá-la com ambas as mãos há que se ter cuidado adicional pois a lente está posicionada no canto superior e é fácil deixar os dedos na frente.
A interface é bem acessível e descomplicada. Os gráficos não são lá essas coisas - estou acostumado com os da Canon - mas não comprometem. Os botões no painel traseiro carecem de um toque e de acabamento melhores. Ou diferentes, ao menos. POde ser que ainda não tenha me acostumado com eles, mas a impressão é de equipamento de qualidade mais baixa. Com relação às funções, o tamanho de fotos pode ser 16MP, em seguida 10MP, e depois 5, etc., em formato 4:3, há ainda a possibilidade de se usar formato 3:2, 1:1 e o widescreen 16:9.
Externamente, a lente não é do tipo telescópica, já que a câmera tem capacidade de submergir a, no máximo, 7 metros. Sua resistência a queda é de 1,5m de altura. A lente é protegida por um vidro plano, mais fácil de limpar. O compartimento de bateria/cartão de memória é protegido por uma peça de borracha que tem a função de evitar a entrada de água ou outros detritos.
O start-up é rapidíssimo, outra vantagem de quando não se tem lente telescópica. O zoom é apenas razoável, de 4X, podendo ser ampliado em 5X digitalmente - nada recomendável. Zoom digital tem a seguinte peculiaridade: ele "estica" os pixels, causando perda de qualidade. 
A câmera dispõe de um manual de uso subaquático embutido, com pequenas recomendações tais como manter a tampa lateral livre de sujeira, etc.
Há botões para acesso direto a modo de gravação, que vai do "intelligent auto" para gente preguiçosa ou pouco inteligente ao modo "scene" que tem 13 submodos. Há dois modos subaquáticos, sendo um chamado "beach and surf" e outro "advanced underwater", este para profundidades entre 3 e 7 metros. A função de vídeo grava em VGA e HD 720p.
No menu "setup" pode-se, além dos ajustes normais de data e hora, ajustar a hora mundial, o que permite gravar data e hora da hora da foto, sem ter que reajustar o relógio para o fuso correto. É ainda possível ajustar data de início e término de uma viagem.
Opcionalmente pode-se utilizar linhas de grade no monitor, para melhor visualização da regra dos terços e alinhamento correto do horizonte, além de histograma para os usuários mais avançados. A belezura ainda dispõe de estabilizador de imagem.
Tenho utilizado apenas o modo normal, fazendo ajustes de abertura (compensação) para o qual existe acesso direto por um botão.
As fotos que tirei em ambiente escuro nesse modo e com o ajuste de ISO entre 400 e 800 deixaram um pouco a desejar, mas preciso fazer mais testes para poder dar uma opinião mais apurada.
No geral é uma câmera de grande capacidade, que tira ótimas fotos graças a bons software e hardware, além é claro de contar com lentes DC Vario da Leica.


































































segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Troquei de câmera

Não, não vendi a DSLR. Aliás, decidi-me por trazê-la nesta viagem. No caminho, adquiri uma nova. Apesar de ter adorado a Canon Powershot D20, seu preço me fez desistir. Minha opção recaiu sobre a Panasonic Lumix DMC TS25:
Compacta a não poder mais, bem estreitinha, vem substituir a Canon Powershot A3100IS,
que compramos de uma amiga. Esta, apesar de ser uma ótima câmera, estava deixando a desejar em uso mais intenso. E como perdi a 590 para um banho de mar, achei que desta vez seria bom investir em câmera à prova d'água.
Vamos lá: são 16 megapixels, lentes Leica, estabilização de imagem ótica, alcance equivalente a 25-100mm, zoom ótico de 4X e digital também.  Pesando pouco mais de 125g, é bem leve e compacta. Pode ser levada a até 7m de profundidade e levar choques de até 1,5m de altura. E filma em HD 720p, com o Mega Optical Stabilisation disponível para a gravação em vídeo também.
A ação do zoom é rápida e silenciosa por não ter a lente telescópica como a 3100, acima. Enfim, parece ser uma boa câmera. Os testes que farei ao longo deste mês dirão. Quanto à brava 3100, enjoei nela.